sábado, julio 29

Garanto: a próxima moda vai ser foder animais. É o único que sobra.

O que me faz lembrar: porque nunca sou levada 100% a sério? Porque nunca ninguém confia 100% em mim? Ou a máxima capacidade possível, ao menos.

Queria ter amizades de infância. Verdadeiras, confiáveis. Mas não, tive que cair em Fortaleza, onde TODO MUNDO tem um segredo de mim.
A única coisa que eu queria era um abraço puro que me dissesse “eu sei tudo que você é e eu te amo. e você também sabe tudo que eu sou.”

Não sei por que pensam que eu sou frágil. Sinceramente. Além do fato da óbvia idiotice, claro. O único que eu sou é mais corajosa. Não fico bancando uma de mulher maravilha gostosa que não tem medos, fraquezas, porque nada a atinge. Eu fiz isso quando tinha catorze anos e, acreditem, caí na real (ao contrário das minhas lindas amigas, as “loucas da vida”, my beautifuls.) Então eu achei que as relações verdadeiras viriam mais facilmente. Mas quem disse?!

Pessoas da minha idade são novas demais, pessoas mais velhas me subestimam demais. Então no que dá? Em felicidade, claro.

É tão bom. Eu sou tão feliz.

“É que você é simpática demais, Andrea. As pessoas percebem isso como maior necessidade, vulnerabilidade, acessibilidade. Não percebem que, ao contrário delas, pra você ser simpática é natural. E antipática é que não.”
Aaah, então tudo bem. Maravilha. Só mudar meu sorriso. Passar de ser bonitinho a... ?!

Será que não percebem que minha graça é exatamente ser quem eu sou tendo conseguido não perder o sorriso de criança??!!

Não. Ninguém entende isso realmente. É beyond. Beyond demais.





O sarcasmo, a amargura e a inacessibilidade são as únicas coisas que agradam, atraem e surpreendem as pessoas. É, definitivamente ninguém gosta da verdade.



Hm.
Fodida pra sempre.

miércoles, julio 19

(Não há melhor forma de saber quem recebeu o e-mail e etc etc etc)

Quem lê isto aqui?

embrace them all. embrace them all.

quem quiser uma explosão de estrelas,
borbulhado de magia,
rios de emoção,
turbilhão de lágrimas e molhado,

viva a vida que eu vivo. e verá. :

quem me deu a música
your ex-lover is dead - stars (guilherme)
quelq´un m´a dit - carla bruni (priscila)
seventeen - Karen Ann
empresta-me o ábaco - violins (marcela)
media veronica - andres calamaro


com letras incluídas, por favor.

revirando nos arquivos recebidos, encontrei isso tudo. e fiz uma revolução de felicidade.
uma noite, apenas. uma noite e isso tudo.

Foi uma viagem tão maravilhosa, que nao consegui escrever sobre ela, enquanto ela estava acontecendo. Rabisquei, rabisquei, e acabei deixando tudo como "rascunho". Só estou usando a lista de música mesmo. Porque nada é suficiente. Melhor que só se saiba que eu percebi
como tudo pode mudar, se você der lugar à mudança.
Como tudo pode ficar mágico, cheio de sentimento e sentido, se se entregar mesmo a isso. Como ler este texto. Se você o lê e pensa " " (nada), nada vai mudar. Se você enfrenta tudo com um espírito de querer renovar, ver mais além, delirar; viver, TUDO muda. Uma canção te renova. Uma palavra te desarma. A vida parece de vontades. Apenas.

Vivi TANTO, pregada a esta cadeira, naquela noite. Como em Elizabethtown, quando um álbum e suas músicas mudam absolutamente tudo. E queria vir compartilhar. Porque sei que os lêem aqui são capazes de ver além. De levar a sério e de ver vida nas pequenas coisas. Possibilidades de mudanças.

Tomara que eu pudesse vir deixar uma "lista de músicas capaz de mudar uma noite" toda noite. Mas o que é verdade, também, é que estas coisas não acontecem sempre. E por isso devemos apreciá-las com todas as forças quando acontecem.

viernes, julio 14

"Fortunately, somewhere between chance and mystery lies imagination, the only thing that protects our freedom, despite the fact that people keep trying to reduce it or kill it off altogether."

- Luis Buñuel

Ah. Como eu concordo. Mas como, também, pode nos prender pra sempre nessa imaginação tão livre.

viernes, julio 7

"Eu já não fui a Madre Calcutá, agora já era."


(Vou ter que ser a Andrea mesmo, e deixar de me importar com os problemas e a burrice alheia.)